A vereadora Luiza Ribeiro (PT) participou, nesta quarta-feira (25), de uma reunião do Conselho Municipal de Saúde para discutir a possibilidade de privatização de unidades da rede pública de saúde de Campo Grande, incluindo UPAs, CRS e USFs. Durante o encontro, a parlamentar manifestou posicionamento firme contra a medida e defendeu a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e da gestão pública da saúde.
Para Luiza Ribeiro, o processo de privatização de serviços públicos, em geral feitos por governos de direita, segue um “modus operandi” já conhecido em diferentes lugares do mundo. Segundo a vereadora, primeiro ocorre a deterioração gradual dos serviços públicos, o que gera insatisfação entre os usuários. Em seguida, a privatização é apresentada como a única alternativa possível.
“Esse é o mesmo método aplicado por governos que defendem a entrega de serviços públicos à iniciativa privada. Primeiro o serviço é enfraquecido, a população sofre com a queda na qualidade do atendimento e, depois, aparece a proposta de privatização como se fosse a solução salvadora”, afirmou.
A parlamentar destacou ainda que a crise na saúde municipal não pode ser tratada como consequência inevitável de falta de recursos. “A Prefeitura de Campo Grande gastou mais de R$ 2,3 bilhões com a saúde em 2025 e, mesmo assim, a população continua enfrentando filas, falta de estrutura e dificuldades no atendimento”, pontuou.
Luiza Ribeiro também chamou atenção para os riscos da privatização por meio de Organizações Sociais (OSs). De acordo com estudos do Ministério Público Federal (MPF), esse modelo pode resultar em precarização das condições de trabalho, alta rotatividade de profissionais, falta de transparência na gestão dos recursos e descontinuidade de políticas públicas.
Para a vereadora, a solução não está em entregar a gestão da saúde à iniciativa privada, mas sim em fortalecer a administração pública e garantir transparência e eficiência na aplicação dos recursos.
“Nós não queremos a privatização da saúde de Campo Grande. O que defendemos é a moralização da gestão pública, com respeito ao SUS, aos trabalhadores da saúde e à população que depende desses serviços”, afirmou.
Luiza Ribeiro também criticou a condução da política de saúde pela atual gestão municipal e defendeu mudanças profundas na administração da área. “Campo Grande precisa de uma política séria para a saúde pública, que coloque as pessoas em primeiro lugar”, concluiu.