A vereadora Luiza Ribeiro (PT) manifestou repúdio à ação da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) contra trabalhadores e trabalhadoras acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Campo Grande, na noite desta terça-feira (17).
Na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a parlamentar classificou como inaceitável o uso de força contra famílias que se mobilizam de forma legítima pela reforma agrária.
A mobilização começou na última segunda-feira (16) e reúne organizações da Frente Unitária Agrária de Mato Grosso do Sul, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a UGT (União Geral dos Trabalhadores), a FAFER (Federação dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais) e o MSTB (Movimento Sem Terra Brasileiro). Entre as principais reivindicações está a liberação de R$ 2 bilhões para a aquisição de áreas destinadas à reforma agrária no estado.
Segundo relatos dos movimentos, a PMMS chegou ao local durante a noite e, sem que houvesse confronto ou justificativa aparente, realizou uma ação violenta contra os manifestantes. Há registro de uso de gás de pimenta, inclusive atingindo uma criança.
“Repudio de forma veemente a truculência empregada contra trabalhadores e trabalhadoras que exercem seu direito de manifestação. É inadmissível que famílias, inclusive com crianças, sejam tratadas com violência. Não podemos normalizar esse tipo de abuso de autoridade”, afirmou a vereadora.
Luiza Ribeiro também cobrou explicações do Governo do Estado sobre a atuação da Polícia Militar e defendeu a apuração rigorosa dos fatos.
“Estamos diante de uma sequência de episódios preocupantes. É fundamental garantir que as forças de segurança atuem com responsabilidade, dentro da lei e com respeito à dignidade humana”, completou.