Mato Grosso do Sul | 19 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul | 19 de maio de 2026

Vereadora Luiza expõe novamente escândalo envolvendo Prefeitura de Campo Grande e Banco Master durante coletiv a do PT

A vereadora Luiza Ribeiro voltou a denunciar, nesta segunda-feira (18), o envolvimento da Prefeitura de Campo Grande com o Banco Master durante coletiva de imprensa realizada na sede do Partido dos Trabalhadores, na Capital. O encontro reuniu lideranças nacionais e estaduais da sigla para debater o cenário político e as eleições de 2026.

Participaram da coletiva o secretário nacional do PT, Henrique Fontana, os pré-candidatos ao governo do Estado Fábio Trad e Gilda Maria dos Santos, além dos deputados federais Camila Jara e Vander Loubet e da senadora Soraya Thronicke.

Durante a entrevista, o caso envolvendo o Banco Master ganhou destaque após os áudios vazados entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Henrique Fontana afirmou que Flávio Bolsonaro precisa esclarecer as conversas divulgadas.

“O áudio dele foi quase uma confissão de corrupção, mas não só dele, dele e do bolsonarismo, da direita”, afirmou o dirigente petista. Fontana também citou o possível envolvimento do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, no caso.

Aproveitando a repercussão do escândalo, Luiza Ribeiro voltou a denunciar os investimentos realizados pela Prefeitura de Campo Grande junto ao Banco Master. Segundo a parlamentar, a prefeita Adriane Lopes realizou “investimentos temerários” ao manter operações financeiras ligadas à instituição.

A vereadora também denunciou a realização de descontos considerados ilegais nos salários de servidores públicos municipais. De acordo com Luiza, a prefeita Adriane Lopes e o presidente do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Marcos Cesar Malaquias Tabosa, estariam permitindo descontos em favor de instituições do conglomerado Master, configurando um verdadeiro “confisco” salarial.

Segundo a parlamentar, servidores ativos, aposentados e pensionistas têm relatado descontos mensais relacionados ao cartão consignado conhecido como “Credcesta”. Muitos trabalhadores afirmam que as cobranças haviam sido interrompidas durante o período de crise da instituição financeira, mas voltaram a aparecer recentemente na folha de pagamento, agora vinculadas ao Banco Master.

“É inadmissível que a Prefeitura continue permitindo esse tipo de desconto enquanto servidores relatam prejuízos financeiros e insegurança sobre contratos ligados ao conglomerado Master”, criticou Luiza Ribeiro.

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