Mato Grosso do Sul | 4 de junho de 2026
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Vereadora Luiza articula inclusão do audiovisual nas escolas municipais e fortalece políticas de cinema na edu cação

A vereadora Luiza Ribeiro participou, nesta quarta-feira (3), de reunião com o secretário municipal de Educação, Lucas Bittencourt, para discutir ações voltadas à ampliação do acesso ao audiovisual nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. O encontro contou com a presença do professor Márcio Blanco, do curso de Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e da cineasta Marineti Pinheiro.

Entre os temas debatidos esteve a inclusão do audiovisual na disciplina de Artes, fortalecendo o cinema como linguagem artística, cultural e educativa no ambiente escolar.

Durante a reunião, foi discutida a aplicação da Lei Federal nº 13.006/2014, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar obrigatória a exibição de filmes brasileiros nas escolas de educação básica. A legislação estabelece que as instituições de ensino devem promover, no mínimo, duas horas mensais de exibição de obras nacionais, integradas à proposta pedagógica e ao currículo escolar.

Para Luiza Ribeiro, o cinema é uma importante ferramenta de formação cultural e educacional, capaz de ampliar o repertório dos estudantes e estimular o pensamento crítico.

“A escola tem papel fundamental na formação cultural das crianças e dos adolescentes. O audiovisual contribui para desenvolver a sensibilidade, a criatividade e a compreensão da diversidade que compõe a sociedade brasileira”, destacou a vereadora.

A discussão também dialoga com o Projeto de Lei nº 12.143/2025, de autoria do vereador Jean Ferreira e do qual Luiza Ribeiro é coautora. A proposta institui a Política Municipal de Fomento, Difusão e Exibição do Cinema e Audiovisual na Rede Pública Municipal de Ensino de Campo Grande, ampliando o acesso dos estudantes ao cinema brasileiro e às produções audiovisuais independentes, além de fortalecer a formação cultural dentro das escolas.

O projeto prevê ações para incentivar a formação de público para o cinema nacional, apoiar produções locais e independentes e valorizar obras realizadas por pessoas negras e indígenas, promovendo uma educação mais inclusiva e conectada à diversidade cultural brasileira.

Outro ponto debatido foi a formação de professores para utilização do cinema como ferramenta pedagógica. Segundo o secretário Lucas Bittencourt, o tema deverá ser trabalhado de forma transversal nas escolas municipais, permitindo que o audiovisual dialogue com diferentes áreas do conhecimento e contribua para o processo de ensino e aprendizagem.

Para Luiza Ribeiro, a iniciativa representa um avanço importante para a educação pública de Campo Grande. “Quando a escola abre espaço para a arte, a cultura e o cinema, ela amplia horizontes, fortalece a identidade cultural dos estudantes e cria novas possibilidades de aprendizagem”, concluiu.

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