A vereadora Luiza Ribeiro (PT) realiza nesta sexta-feira (19), às 9 horas, na Câmara Municipal de Campo Grande, uma audiência pública para debater os impactos da verticalização na área de amortecimento do Parque Estadual do Prosa e os riscos que o avanço dos empreendimentos imobiliários pode representar para o meio ambiente, a drenagem urbana, a biodiversidade e a qualidade de vida da população.
O debate ocorre em um momento decisivo para o futuro da região. Após mais de um ano de discussões, recomendações do Ministério Público, ações judiciais e acordos envolvendo órgãos públicos, o Governo do Estado regulamentou a zona de amortecimento do parque por meio do Decreto nº 16.757/2026. Entretanto, ambientalistas, pesquisadores e entidades da sociedade civil apontam fragilidades na regulamentação, argumentando que as medidas adotadas não garantem proteção suficiente ao entorno da unidade de conservação e permitem elevado adensamento urbano e intensa verticalização.
A audiência pública tem como objetivo avaliar os desdobramentos ocorridos desde o primeiro debate realizado sobre o tema, em abril de 2025, analisar os impactos das medidas adotadas pelos órgãos públicos e identificar quais lacunas ainda persistem para assegurar a preservação ambiental da área.
Para discutir o assunto, foram convidados representantes do Ministério Público Estadual, do Governo do Estado, da Prefeitura de Campo Grande, do Imasul, do Ibama, da Planurb, dos conselhos de meio ambiente, universidades, entidades profissionais, associações de moradores, movimentos ambientalistas e representantes do setor imobiliário e da construção civil.
Segundo a vereadora Luiza Ribeiro, é fundamental garantir que as decisões sobre o futuro da região sejam tomadas com ampla participação social e baseadas em critérios técnicos.
“O Parque Estadual do Prosa é um patrimônio ambiental de Campo Grande. Precisamos avaliar o que avançou neste último ano, quais medidas foram efetivamente implementadas e se elas são suficientes para proteger uma área estratégica para a biodiversidade, os recursos hídricos e o desenvolvimento sustentável da nossa cidade”, afirma.
A audiência será aberta à participação da população, pesquisadores, estudantes, ambientalistas e representantes de entidades interessadas no tema. Ao final, serão apresentados encaminhamentos e propostas a partir das contribuições debatidas durante o encontro.