A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, na sessão ordinária desta quinta-feira (28), o Substitutivo nº 606/2025 ao Projeto de Lei nº 11.984/2025, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), que institui a Medalha Legislativa “Bia Almeidinha”. A honraria será entregue anualmente durante sessão solene em alusão à Semana Municipal da Luta Antimanicomial, celebrada no dia 18 de maio.
A medalha tem como objetivo reconhecer pessoas físicas e jurídicas que se destacam na defesa dos direitos das pessoas com sofrimento psíquico, na promoção do cuidado em liberdade e no enfrentamento às práticas manicomiais. Entre os homenageados poderão estar usuários da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), trabalhadores da saúde mental, movimentos sociais, instituições e defensores dos direitos humanos que atuam na construção de uma sociedade mais inclusiva e humanizada.
Segundo Luiza Ribeiro, a criação da medalha representa um compromisso do Legislativo Municipal com a valorização da dignidade humana, da cidadania e da política de saúde mental baseada no cuidado, no acolhimento e na liberdade.
“A luta antimanicomial é uma defesa permanente da vida, do respeito e dos direitos humanos. Essa medalha reconhece pessoas e instituições que dedicam suas trajetórias à construção de uma sociedade mais justa, solidária e sem exclusão”, destacou a vereadora.
A homenagem leva o nome de Maria Beatriz Almeidinha Maia, conhecida como Bia Almeidinha, militante histórica da luta antimanicomial e dos direitos humanos em Mato Grosso do Sul, falecida em setembro de 2024. Servidora aposentada da Secretaria Municipal de Saúde, Bia atuou como coordenadora do CAPS AD e do Consultório na Rua de Campo Grande, além de integrar movimentos sociais e entidades ligadas à redução de danos e à população em situação de rua.
Bia Almeidinha também foi conselheira do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), representando a Associação Brasileira de Redução de Danos (ABORDA), onde exercia a função de secretária-executiva. Sua trajetória foi marcada pela defesa do cuidado humanizado, da escuta e da inclusão social.
O projeto prevê ainda que a sessão solene poderá contar com manifestações artísticas, culturais e depoimentos dos homenageados, reforçando o caráter simbólico e coletivo da luta antimanicomial.
Para Luiza Ribeiro, eternizar o nome de Bia Almeidinha no calendário de homenagens da Câmara Municipal é manter viva uma história de resistência, afeto e compromisso com aqueles que mais precisam de cuidado e proteção social.
“A memória de Bia seguirá inspirando a luta por uma cidade mais humana, acolhedora e comprometida com a liberdade e os direitos das pessoas”, afirmou.