Mato Grosso do Sul | 6 de novembro de 2026
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Presidente da Câmara confirma instauração da CPI do Tapa-Buraco com Luiza Ribeiro na presidência

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy, confirmou nesta quinta-feira (5) que o ato de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco será publicado nesta sexta-feira (6). A comissão deverá ser presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), autora do requerimento que deu início à investigação.

A confirmação ocorreu durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira entre Luiza, Papy e outros vereadores. O presidente da Casa informou que está reunindo as indicações das bancadas para definir a composição da comissão e formalizar a instauração.

Papy também comunicou à bancada do PT que a presidência da CPI ficará com Luiza Ribeiro, seguindo a tradição do Legislativo de assegurar ao autor do requerimento a condução dos trabalhos da comissão.

“Já está recolhendo todas as indicações das bancadas e já comunicou para a bancada do PT que a presidência da CPI vai ficar com o PT, através da minha pessoa, que dei iniciativa ao requerimento, mantendo a tradição do Poder Legislativo de deferir a presidência da CPI para quem deu iniciativa a toda essa discussão”, afirmou a vereadora.

Com a publicação do ato de instauração na sexta-feira, a previsão é que os trabalhos da CPI comecem na próxima segunda-feira (9). Luiza defende uma investigação estritamente técnica, voltada a esclarecer a crise do serviço de tapa-buraco em Campo Grande e as responsabilidades pela situação da malha viária da Capital.

“É um trabalho estritamente técnico, não é uma CPI para derrubar a prefeita. É uma CPI para investigar a situação do serviço de tapa-buraco e sua crise, seja quanto à correção da aplicação dos recursos, seja quanto à contratação dos serviços, quanto à execução dos serviços, a ausência do serviço, se isso é deliberado ou se isso é uma situação das chuvas, como vem sendo alegado”, destacou a vereadora.

A investigação deverá analisar a aplicação dos recursos públicos destinados à manutenção das vias, os contratos firmados com as empresas responsáveis pelos serviços e a efetiva execução dos trabalhos. A comissão também buscará esclarecer as razões para a ausência ou insuficiência dos serviços em diferentes regiões da cidade, considerando as alegações da Prefeitura sobre os impactos das chuvas.

Para Luiza, a CPI representa uma oportunidade de aprofundar a análise sobre a gestão do serviço, com base em documentos, contratos, informações técnicas e esclarecimentos dos responsáveis. O objetivo é identificar eventuais falhas, apurar responsabilidades e oferecer respostas à população diante das condições das ruas de Campo Grande.

A comissão foi proposta em meio às constantes reclamações dos moradores sobre a situação da malha viária da Capital. A expectativa é que os trabalhos avancem com rigor técnico e transparência, buscando esclarecer os fatos e as responsabilidades por um problema que afeta diretamente a mobilidade e a qualidade de vida da população.

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