Luiza Ribeiro solicita à ministra das Mulheres que cobre do Governo de MS o atraso na construção das Casas da Mulher Brasileira de Dourados, Ponta Porã e Corumbá
A vereadora Luiza Ribeiro cobrou, nesta quinta-feira (20), esclarecimentos sobre a demora na construção das três novas Casas da Mulher Brasileira previstas para Mato Grosso do Sul, durante a agenda da ministra substituta das Mulheres, Eutália Barbosa, em Campo Grande.
As unidades estão previstas para Dourados, Corumbá e Ponta Porã e fazem parte da estratégia de ampliação da rede de proteção às mulheres no Estado.
Para Luiza, a expansão da estrutura de atendimento é urgente diante do agravamento da violência contra as mulheres em Mato Grosso do Sul. “Não podemos aceitar que recursos para ampliar a rede de proteção estejam disponíveis e que as obras não avancem na velocidade que a situação exige. Enquanto o poder público demora, mulheres continuam sendo vítimas de violência e feminicídio”, afirmou.
Durante a visita à Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, Eutália Barbosa destacou justamente a necessidade de uma atuação articulada entre os diferentes setores do poder público e da sociedade. Segundo a ministra, o feminicídio deve ser compreendido como o resultado extremo de um ciclo de violência, reforçando a importância da prevenção, da proteção e do atendimento às mulheres antes que a violência chegue ao seu desfecho mais grave.
A vereadora também chamou atenção para os números registrados no Estado. Segundo levantamento apresentado por Luiza, Mato Grosso do Sul já contabiliza 24 feminicídios em 2026, cenário que, para ela, reforça a necessidade de acelerar a implantação das novas unidades.
“A Casa da Mulher Brasileira é uma política que funciona porque concentra em um único espaço diferentes serviços para acolher e proteger mulheres em situação de violência. Campo Grande foi pioneira e nós precisamos levar essa estrutura para outras regiões do Estado. Dourados, Corumbá e Ponta Porã não podem continuar esperando”, destacou Luiza.
A Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande foi a primeira unidade do país e reúne serviços especializados para o atendimento de mulheres vítimas de violência, justamente com o objetivo de evitar a revitimização e facilitar o acesso à rede de proteção.