A vereadora Luiza Ribeiro (PT) apresentou indicação à Prefeitura de Campo Grande solicitando a adoção de medidas preventivas, educativas e de fiscalização para enfrentar o aumento das queimadas urbanas e os impactos das altas temperaturas, da baixa umidade relativa do ar e da possível influência do fenômeno El Niño nos próximos meses.
O documento foi encaminhado ao Gabinete da Prefeita, à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), com o objetivo de mobilizar diferentes áreas da administração pública diante de um cenário climático que preocupa especialistas e autoridades ambientais.
Segundo previsões divulgadas por órgãos oficiais de monitoramento climático, Mato Grosso do Sul deverá enfrentar temperaturas acima da média histórica, períodos prolongados de estiagem e redução significativa da umidade do ar. Em algumas regiões do Estado, os termômetros podem alcançar entre 38°C e 42°C, enquanto a umidade relativa do ar poderá ficar abaixo de 20%, índice considerado crítico para a saúde humana.
Para Luiza Ribeiro, a prevenção precisa começar antes que os impactos se agravem. “A cidade precisa estar preparada para enfrentar um período de calor extremo e baixa umidade. As queimadas urbanas não são apenas um problema ambiental. Elas afetam diretamente a saúde das pessoas, especialmente crianças, idosos e quem já convive com doenças respiratórias. É papel do poder público agir de forma preventiva para evitar que essa situação se transforme em uma crise ainda maior”, afirma a vereadora.
A parlamentar destaca que a combinação entre altas temperaturas, fumaça e ar seco favorece o aumento de casos de desidratação, insolação, exaustão térmica, crises asmáticas, bronquites, rinite alérgica e outras doenças que pressionam a rede pública de saúde.
Além disso, as queimadas em terrenos urbanos contribuem para a formação das chamadas “ilhas de fumaça”, comprometendo a qualidade do ar, reduzindo a visibilidade e ampliando os riscos à população. O Corpo de Bombeiros tem alertado que o uso do fogo para limpeza de áreas é proibido e representa uma das principais causas dos incêndios urbanos durante os períodos de seca.
Na indicação, Luiza solicita o fortalecimento de campanhas educativas de conscientização, a intensificação da fiscalização de terrenos, a ampliação das ações de limpeza e manejo preventivo de áreas públicas, além da preparação da rede municipal de saúde para atender o aumento da demanda por doenças relacionadas às condições climáticas extremas.
“A crise climática já faz parte da nossa realidade e seus efeitos são sentidos principalmente pelas populações mais vulneráveis. Precisamos de planejamento, prevenção e responsabilidade do poder público para proteger a saúde das pessoas e preservar o meio ambiente”, reforça a vereadora.
A iniciativa busca antecipar ações de enfrentamento ao período de estiagem previsto para os próximos meses, contribuindo para a redução dos riscos ambientais, a melhoria da qualidade do ar e a proteção da população campo-grandense diante dos eventos climáticos cada vez mais extremos.