Mato Grosso do Sul | 16 de junho de 2026
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Luiza Ribeiro repudia fechamento da Soprano em Campo Grande e cobra responsabilidade social da empresa

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) manifestou repúdio à decisão da empresa Soprano de encerrar suas operações fabris e o centro de distribuição em Campo Grande, medida que deverá resultar na perda de cerca de 350 empregos diretos e impactar dezenas de empresas parceiras, fornecedores e transportadoras.

Na manhã desta segunda-feira (15), Luiza esteve na entrada da fábrica ao lado do presidente da CUT-MS, Wilson Gregório, e de representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica para conversar com os funcionários e demonstrar apoio à mobilização contra o fechamento da unidade.

Para a vereadora, a decisão da empresa desconsidera os investimentos públicos realizados para viabilizar sua instalação e permanência na Capital.

“A responsabilidade da empresa com Campo Grande não pode ser rompida do dia para a noite apenas considerando os interesses de lucro dos empresários. A Soprano foi recebida pelo município e pelo Estado com incentivos fiscais, recebeu terreno por meio do PRODES, isenções tributárias e contou com investimentos públicos para qualificação da mão de obra. Tudo isso foi feito para gerar emprego, renda e desenvolvimento para a nossa cidade”, afirmou.

A parlamentar destacou que a empresa se beneficiou durante anos de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da indústria local e que a decisão de abandonar a cidade representa um desrespeito à população.

“Não pode uma decisão unilateral simplesmente ignorar tudo o que foi investido. Campo Grande investiu recursos públicos para que a empresa se instalasse aqui, gerasse oportunidades e ajudasse no desenvolvimento econômico da cidade. Isso não pode ser tratado como algo descartável”, disse.

Segundo informações divulgadas pela empresa, o encerramento das atividades em Mato Grosso do Sul foi motivado por uma estratégia de centralização das operações em Santa Catarina, impulsionada por mudanças no cenário tributário e pela oferta de melhores condições fiscais naquele estado.

Entretanto, trabalhadores relatam que o anúncio foi recebido com surpresa. De acordo com funcionários, a unidade de Campo Grande vinha apresentando resultados positivos e havia acabado de registrar a maior meta de produção da história da empresa no mês de maio.

“Ninguém esperava uma decisão dessa magnitude. Os trabalhadores foram surpreendidos justamente em um momento de resultados expressivos da unidade. Isso torna a situação ainda mais preocupante”, observou Luiza.

A vereadora também reforçou apoio à posição do sindicato em relação à forma como estão sendo conduzidos os desligamentos dos trabalhadores.

“Estamos de acordo com o sindicato ao exigir que a empresa abra negociação e respeite integralmente os direitos dos trabalhadores. Não é aceitável que centenas de famílias sejam afetadas sem diálogo e sem garantias adequadas. Se houver desligamentos, eles precisam ocorrer com respeito aos direitos e aos interesses dos trabalhadores”, afirmou.

Para Luiza Ribeiro, o fechamento da Soprano representa uma perda significativa para Campo Grande e exige uma reação firme das instituições públicas e da sociedade.

“Uma empresa não pode simplesmente chegar à cidade, usufruir dos incentivos públicos, utilizar a força de trabalho local, gerar lucro durante anos e depois ir embora quando considerar mais vantajoso financeiramente. Isso é um desrespeito com Campo Grande e com os trabalhadores que ajudaram a construir essa história”, concluiu.

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