A vereadora Luiza Ribeiro (PT) voltou a defender publicamente a necessidade de ampliar a representatividade no Supremo Tribunal Federal (STF), destacando como “urgente e necessário” que a próxima indicação para a Corte seja de uma mulher negra.
Segundo a parlamentar, a pauta não é recente, mas ganha ainda mais relevância diante do histórico de exclusão que marca a formação das instituições brasileiras. “Há anos, movimentos sociais, organizações e diversas lideranças vêm se mobilizando em torno dessa agenda. Não se trata apenas de um gesto simbólico, mas de uma decisão com impacto real na construção de um Judiciário mais plural e conectado com a sociedade brasileira”, afirma.
Luiza ressalta que o país reúne nomes altamente qualificados para ocupar o cargo. Entre eles, cita a jurista sul-mato-grossense Jaceguara Dantas da Silva, desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com trajetória consolidada na defesa dos direitos humanos, das mulheres e no enfrentamento ao racismo.
A vereadora também destaca o percurso profissional da magistrada, que ingressou no Ministério Público em 1992, foi promovida a procuradora de Justiça e, posteriormente, nomeada desembargadora. Sua atuação é marcada pelo compromisso com a justiça social e pela participação em iniciativas como a fundação do Grupo TEZ – Trabalho e Estudos Zumbi, voltado à valorização da população negra.
Para Luiza Ribeiro, a indicação de uma mulher negra ao STF representa um avanço institucional necessário. “É também um ato de reparação histórica diante de séculos de exploração e desigualdade. O Supremo precisa refletir a diversidade do povo brasileiro”, conclui.