Enquanto Campo Grande recebe lideranças, especialistas e autoridades para discutir biodiversidade e preservação ambiental durante a COP15, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) voltou a apresentar na Câmara Municipal um projeto de lei que propõe o tombamento do complexo formado pelo Parque dos Poderes, Parque das Nações Indígenas e Parque Estadual do Prosa.
A proposta tem como objetivo garantir a preservação permanente dessa área ambiental estratégica da cidade, reconhecida por sua importância ecológica, paisagística e cultural.
O projeto estabelece o tombamento do conjunto de parques como patrimônio ambiental do município, assegurando proteção contra intervenções que possam comprometer a vegetação nativa, os recursos hídricos, a fauna e a flora existentes no local.
A iniciativa, no entanto, não é nova. A vereadora já havia apresentado propostas semelhantes nos anos de 2023 e 2024, defendendo a proteção legal desse território considerado um dos mais importantes corredores ambientais da capital. A reapresentação do projeto ocorre justamente no momento em que Campo Grande se torna palco de debates internacionais sobre preservação da biodiversidade.
Para Luiza Ribeiro, o fato de a cidade sediar discussões ambientais de alcance global reforça a responsabilidade do poder público local em adotar medidas concretas de proteção do patrimônio natural.
“A COP15 traz para Campo Grande um debate fundamental sobre a preservação da biodiversidade e o futuro do planeta. Nesse contexto, é ainda mais importante que a nossa cidade avance em medidas concretas de proteção ambiental. O complexo do Prosa, que reúne o Parque dos Poderes, o Parque das Nações Indígenas e o Parque Estadual do Prosa, é um patrimônio natural que precisa ser preservado”, afirma.
Além da relevância ambiental, a área cumpre papel estratégico na dinâmica urbana da capital. Localizada em uma região mais elevada da cidade, a manutenção das áreas verdes e da vegetação nativa contribui para a retenção das águas das chuvas, ajudando a reduzir riscos de alagamentos e enchentes em outras regiões do município.
Segundo a vereadora, preservar esse complexo significa proteger não apenas o bioma do Cerrado presente na área, mas também a qualidade de vida da população.
“O tombamento é um instrumento fundamental para garantir que esse patrimônio ambiental seja protegido para as atuais e futuras gerações. Campo Grande precisa olhar para esse território como um ativo ambiental, paisagístico e cultural da cidade”, destaca.
O projeto agora segue para tramitação nas comissões da Câmara Municipal.