Dourados,MS | 7 de abril de 2026

Em audiência sobre moradia indígena, vereadora Luiza garante confirmação de 100 casas e reassentamento das famílias da Aldeia Água Funda em até dois anos

A situação da moradia das famílias indígenas que vivem na Aldeia Água Funda, localizada no Jardim Noroeste, em Campo Grande, foi tema de uma audiência pública realizada pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), no último sábado (14). O encontro reuniu moradores da comunidade, lideranças indígenas e representantes do poder público para discutir soluções para garantir moradia digna às cerca de 91 famílias que vivem no local.

Durante a audiência foi apresentado o projeto habitacional destinado à comunidade indígena, que prevê a construção de cerca de 100 casas para atender todas as famílias da aldeia. As moradias serão viabilizadas por meio do programa Minha Casa Minha Vida, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial, em parceria com a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários.

De acordo com representantes da EMHA, as casas serão construídas em dois lotes no bairro Serraville, em uma área que já conta com infraestrutura de asfalto, água, esgoto e energia elétrica. O projeto prevê moradias de 44 metros quadrados em terrenos de 200 metros quadrados. A confirmação da construção das casas trouxe esperança para a comunidade indígena, que há mais de uma década aguarda uma solução definitiva para garantir moradia digna às famílias.

Segundo informações apresentadas durante a audiência, o prazo estimado para a conclusão das obras é de aproximadamente 18 meses, podendo chegar a até dois anos para que todas as casas sejam entregues.

Enquanto aguardam a construção das novas moradias, moradores relataram que muitas das casas atuais apresentam condições bastante precárias, agravadas pelas chuvas recentes, com estruturas comprometidas e risco de desabamento. Diante dessa situação, a direção da EMHA se comprometeu, durante a audiência, a fornecer materiais como telhas e madeira para substituição de vigas e reforço das estruturas das moradias existentes. O levantamento das necessidades será realizado pelo cacique Ivaneis Gonçalves e pela vice-cacica Luciana da Silva, que irão identificar as demandas de cada família para encaminhamento à agência.

Além da pauta habitacional, a audiência também foi espaço para que os moradores apresentassem outras reivindicações importantes para a melhoria das condições de vida na aldeia. Entre os pedidos estão melhorias nas ruas de acesso à comunidade, com nivelamento, patrulhamento e cascalhamento da Rua Água Funda e de outras vias próximas, já que em períodos de chuva o acesso se torna difícil até mesmo para veículos. A comunidade também solicitou adequação das linhas de ônibus que atendem a região, para facilitar o deslocamento dos moradores e garantir que as crianças consigam chegar à escola, além do reforço das rondas policiais para aumentar a segurança no local.

Para a vereadora Luiza Ribeiro, a audiência pública foi um momento importante de diálogo com a comunidade e de encaminhamento de soluções concretas para uma demanda histórica. “Estamos falando de famílias que esperam há muitos anos por moradia digna. A audiência foi fundamental para garantir transparência ao processo, ouvir as necessidades da comunidade e cobrar que o poder público avance nas soluções que garantam mais dignidade e qualidade de vida para essas famílias”, afirmou.

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